Do Congo à Itália, uma missão de esperança na educação
Vaticano

Do Congo à Itália, uma missão de esperança na educação

01 de setembro de 2026

Irmã Christine Masivo

Outrora, os missionários atravessavam os oceanos para levar o Evangelho à África, introduzindo novas formas de culto que transformaram comunidades e culturas. Hoje, a história virou a página, de maneira discreta, mas significativa. Enquanto as vocações diminuem em certas partes do Ocidente, a Igreja do sul do mundo retribui aquele dom enviando missionários para reevangelizar as terras que outrora a tinha evangelizado. É uma missão que fecha um círculo, um sinal vivo do modo como a Igreja, único Corpo de Cristo, é continuamente renovada pelo Espírito. A Irmã Julie Eyaya, pertencente à Congregação da Sagrada Família, de Bergamo, na Itália, é uma das numerosas religiosas que sustentam a vida da Igreja através da educação e de uma presença fiel.

A Irmã Julie ao ensinar as crianças em Bergamo, na Itália {"@context": "http://schema.org","@type": "ImageObject","contentUrl": "https://www.vaticannews.va/content/dam/vaticannews/multimedia/2026/Luglio/21/ssore-2.jpg/_jcr_content/renditions/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg","creditText": "Vatican News","height": "750","width": "422"} Responder ao chamado Nascida na República Democrática do Congo, o percurso da Irmã Julie começou com um “sim” simples, mas exigente. Em 2012, deixou a sua terra natal e partiu para um ambiente desconhecido, respondendo ao chamado de Deus para a vida religiosa. Desde então, deu início a um percurso de formação enraizado, em primeiro lugar, na sua cultura e, mais tarde, aberto a uma dimensão mais ampla, para além de todas as fronteiras. A vocação amadureceu acolhendo a vida missionária de coração aberto, disposta a partir para onde quer que houvesse maior necessidade. Vinculada pelos votos de pobreza, castidade e obediência, Ir. Julie renunciou não apenas às comodidades, mas confiou diariamente o futuro à orientação de Deus.

No centro da missão da Irmã Julie está a educação e a formação. Traz consigo a riqueza de dois mundos — a África e a Europa — unidos num único apelo universal ao serviço. Como professora e formadora, acompanha as jovens que discernem a vocação religiosa no seio da congregação, ajudando-as a encontrar clareza, sentido e coragem. O ministério abrange também a educação da primeira infância, onde o cuidado vai muito além da sala de aula. Na verdade, acompanha as crianças e as famílias com paciência e atenção, convencida de que a educação se baseia profundamente na relação. Através da escuta, da presença e do testemunho pessoal, transmite valores humanos e cristãos, na fidelidade ao carisma da congregação.

Cada dia começa com a oração pessoal e comunitária, fonte indispensável que sustenta o apostolado. A sua vida gira em torno das responsabilidades educativas, do serviço na educação da primeira infância e da vida comunitária, procurando sempre encarnar o carisma educativo da congregação, que se distingue pelo amor, paciência, responsabilidade e por um autêntico espírito de família. «As crianças precisam de amor e segurança», enaltece ela. «As famílias têm necessidade do apoio educacional e os jovens devem ser acompanhados com verdade e confiança». Mediante a sua presença, a Irmã Julie compromete-se em criar ambientes de serenidade e confiança, onde cada pessoa possa se sentir acolhida e ajudada.

A Irmã Julie com a comunidade da Sagrada Família de Bergamo, na Itália {"@context": "http://schema.org","@type": "ImageObject","contentUrl": "https://www.vaticannews.va/content/dam/vaticannews/multimedia/2026/Luglio/21/tavola-da-disegno-1.jpg/_jcr_content/renditions/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg","creditText": "Vatican News","height": "750","width": "422"} Os frutos silenciosos de uma esperança duradoura A dedicação da Ir. Julie manifesta-se de maneiras simples, mas profundas: crianças que crescem em ambientes serenos e jovens que encontram a coragem para seguir o caminho vocacional. «Estas são as maiores alegrias da minha vida», narra. «Confirmam a minha vocação e lembram-me que Deus age de modo silencioso mas poderoso, através do serviço quotidiano». O seu percurso missionário não esteve isento de dificuldades. As diferenças culturais, o peso das responsabilidades e o cansaço do dia a dia puseram à prova a sua determinação. No entanto, está convencida de que cada provação a tornou uma missionária mais humilde, paciente e aberta aos outros. Além disso, manifesta gratidão pelo apoio recebido da comunidade religiosa, que aprecia e valoriza a sua presença.

Refletindo sobre o seu caminho, Ir. Julie afirma que ser missionária, sobretudo no meio das crianças, significa amar e servir com alegria. É uma vida de entrega pessoal, vivida dia após dia, fiel aos pequenos gestos que constroem a esperança e plasmam o porvir. Assim como a Ir. Julie, muitas religiosas provenientes da África e de outras partes do mundo aceitam as diferenças culturais e linguísticas para levar o Evangelho de Cristo aos lugares que outrora enviaram missionários às suas terras. Com a riqueza da sua espiritualidade e a fidelidade do seu serviço, continuam a renovar a vida da Igreja.

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Fonte: Vatican News

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