Agente de Pastoral assassinado nas Filipinas
07 de setembro de 2026
Ainda é desconhecido o motivo do assassinato de Eduardo “Eddie” Balindres, leigo católico e coordenador pastoral da Paróquia de Matalam, na Diocese de Kidapawan, na província de Cotabato, na ilha de Mindanao, sul das Filipinas.
Nembro muito ativo da comunidade, colaborador de confiança do pároco e coordenador das atividades comunitárias, Eduardo foi morto a tiros em 31 de agosto de 2026 por agressores não identificados enquanto voltava para casa, no Barangay (município) de New Abra. Em uma emboscada, os criminosos abriram fogo repetidamente contra ele, atingindo-o mortalmente, e fugiram imediatamente em seguida. As forças policiais locais iniciaram uma investigação para identificar os assassinos e determinar o motivo do crime.
A Paróquia de Matalam e a Diocese de Kidapawan expressaram consternação e pesar pela perda repentina. A Diocese de Kidapawan, guiada pelo bispo José Colin M. Bagaforo, D.D., divulgou uma declaração condenando com veemência o assassinato de Balindres. A Igreja local fez um forte apelo por justiça, paz e defesa da dignidade humana, aderindo também às manifestações nas redes sociais com hashtags como #JusticeForEduardoBalindres.
A Paróquia de Matalam recordou Balindres como “um pilar fundamental da comunidade, um colaborador de confiança, ativo e profundamente dedicado à coordenação e à assistência em todas as atividades pastorais”. Os fiéis expressaram profunda consternação, descrevendo-o “como um servidor corajoso que dedicou sua vida a ajudar o próximo”.
As investigações continuam, mas até o momento nenhum suspeito foi identificado ou preso. Os investigadores estão examinando a vida pessoal de Balindres e seu papel como líder comunitário para verificar se ele havia recebido ameaças. O motivo do assassinato, porém, permanece desconhecido.
O assassinato se insere em uma preocupante onda de violência na região de Matalam, provocando forte apreensão entre os moradores e os voluntários locais que atuam no território. A região de Kidapawan e toda a província de Cotabato enfrentam, há décadas, dinâmicas complexas que alimentam a insegurança.
Recentemente, a área de fronteira entre Matalam e Kidapawan foi palco de confrontos sangrentos entre facções armadas ligados justamente a disputas por terras, que provocaram mortes e o deslocamento de famílias inteiras. Além disso, a região abriga diversos grupos armados ligados à insurgência separatista islâmica ou comunista no sul das Filipinas.
Historicamente, há a presença da Frente Moro Islâmica de Libertação (MILF) e da Frente Moro de Libertação Nacional (MNLF), que assinaram acordos de paz com o governo, mas algumas facções locais continuam envolvidas em atos de violência. Também atuam na região os rebeldes comunistas do NPA (New People’s Army), conhecidos por realizar emboscadas ou ameaças terroristas.
*Agência Fides
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Fonte: Vatican News
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