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24º Domingo do Tempo Comum

11 de setembro de 2026

Dom Carmo João Rhoden Bispo Emérito de Taubaté (SP)

24º Domingo do Tempo Comum. 13/07/26 (Mt 18,21-35).

Texto referencial: “É assim que meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão” (Mt 18,35)

Somos geralmente implacáveis, em exigir nossos direitos. Contudo, facilmente nos esquecemos de nossos deveres e compromissos. Pretendemos levar vantagem, mesmo que nem sempre ortodoxamente. Queremos que todos sejam humanos conosco, mas nem sempre sabemos, sê-lo com os outros. Isso não é justo nem em nossos relacionamentos em geral, nem em cristão para com os outros irmãos.

O perdão não é questão quantitativa, mas qualitativa é preciso perdoar de coração, imitando a Jesus Cristo. O perdão é bom, até para a saúde psíquica, inquestionável para o bom relacionamento social e indiscutível para aquele cristão (relacionamento). Não tem direito de pedi-lo (perdão), quem não quiser concedê-lo.

É mais fácil imitar a Pedro do que Jesus. Somos capazes de continuarmos a pedir: “quantas vezes devo perdoar a meu irmão?” Até sete vezes? Repito: não é questão matemática, mas de ética cristã. De justiça segundo o evangelho. Por isso, antes de falar em perdão é preciso ser deveras discípulo de Cristo: então se perdoa e se pede perdão normalmente. A paz então continua a reinar e a fraternidade a crescer.

Jesus, até, inventou uma parábola para deixar bem claro a necessidade, ou até exigência de perdoar. O grande devedor da parábola somos todos nós, diante de Deus. Ele, no entanto, perdoa sempre, quando houver condições para tanto. Devemos então aprender a imitá-lo. O inferno deve estar bem frequentado pelos que não sabem e nem querem perdoar. Jesus mandou a dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, e ao próximo o que é do próximo ou seja do credor.

Enfatizo: nossos cemitérios teriam menos sepulturas e nossos lares mais felicidade, se soubéssemos perdoar de coração, como aliás, queremos ser perdoados. Pergunto então, por isso: “já somos verdadeiramente cristãos?”. Então olhemos bem, para o que nós devemos a Deus e seremos mais compreensíveis com o próximo e seus problemas. É bom então reler o evangelho de Mateus 18, 21-35, mormente o seu final e este com atenção (Mt 18,35).

24º Domingo do Tempo Comum | Santa Rita de Cássia – Indaiatuba